O mercado tech para mulheres no Brasil: dados apontam para um crescimento de 60% nos últimos cinco a

A presença da mulher no mercado tech, de tecnologia, se dá na visualização de programadoras, desenvolvedoras, especialistas de produtos entre outras possibilidades de cargos. Aliás, a participação de mulheres nesse mercado é a tendência, como aponta o estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE), em 2021. Os dados apresentados sinalizam para um aumento de 20% de mulheres.


E quem ganha com isso? O mercado tech que vem despontando nos últimos anos em diferentes áreas comerciais e empresariais. A abertura de espaço e vagas para mulheres apresenta os bons resultados visualizados pelas empresas, especialmente pela força e dedicação que apresentam.


O portal Mercado e Consumo, em reportagem de março de 2022, sinaliza para que as perspectivas de trabalho no futuro para as mulheres na área tecnológica são cada vez mais altas e expansivas.


Apenas nos últimos cinco anos, tem crescido a participação das mulheres no mercado de tecnologia, o que representa cerca de 60%, conforme dados apresentados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).


No ano de 2021, o Banco Nacional de Empregos identificou mais de 12,7 mil candidaturas de mulheres para vagas de tecnologia, contra pouco mais de 10 mil no ano anterior. Ou seja, elas estão cada vez mais se interessante e, sobretudo, se qualificando para concorrer pelas vagas e apresentar um bom desempenho no mercado.


Contudo, elas ainda enfrentam a desigualdade salarial com os homens mesmo realizando o mesmo serviço e estando no mercado cargo. De acordo com dados da Revista Forbes, no nível de executivos de empresas de alta tecnologia, a disparidade salarial é de 36%. As diferenças se estendem para outros níveis: gerência (7%) e operacionais (9%). É uma realidade a ser enfrentada e transformada, especialmente quando as empresas percebem que a mulher agrega com outras características para a empresa.


Além do quesito remuneração, o questão racial também é um importante ponto de discussão. A pesquisa #QuemCodaBr, da organização social PretaLab, entrevistou, em 2018, 693 pessoas em 21 estados. A pesquisa mostrou que as mulheres negras são 15% das ingressantes em cursos de computação em todo país. Além disso, elas são 32% das alunas de cursos da área de computação.


Porém, um movimento de inclusão vem acontecendo e mobilizando grandes empresas. A Microsoft é um exemplo de empresa que vem pensando neste cenário. Ela lançou o Black Women in Tech, um programa de formação voltado às mulheres negras – no qual Adrielly Miguel foi uma participante. Lançado em 2020, o programa atualmente está em sua terceira edição, lançada em setembro de 2021. O que indica que a mulher tem sido visibilidade nesse setor, apontando para maior presença nos próximos anos.

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