Como lidar com a ética no contexto da inteligência artificial?

As novas tecnologias digitais têm corroborado para a realização de muitas atividades humanas, de forma simplificada, rápida e eficiente. É o caso da inteligência artificial. O crescente cenário da relação entre homens e máquinas, mediado pelos sistemas digitais, transformam nosso cotidiano. Mas, a questão que permanece, ao pensarmos sobre isso, é seguinte: como lidar com a ética mediante a tantas transformações tecnológicas, a exemplo da inteligência artificial?


A inteligência artificial tem ajudado empresas e pessoas a entenderem os comportamentos dos seus clientes e usuários. Ela otimiza a logística, faz pesquisas, identifica fraudes, faz identificação fácil entre uma série de outras atividades. Isso acontece em questões de milésimos de tempo. Ou seja, a célebre frase “Time is Money” se aplica perfeitamente à essa nova tecnologia.

Contudo, há também os seus riscos e perigos. Para pensar sobre isso, basta refletirmos sobre a forma como essas máquinas estão sendo disseminadas e o modo como nós, seres humanos, estão ensinando essas máquinas. É exatamente aqui, que adentramos na questão principal desse texto: a ética.

O desenvolvimento displicente de plataformas de inteligência artificial pode acarretar num modo errôneo dessas máquinas lidarem com a aquisição de informação e aprendizagem. E os riscos? Sim, são grandes, enormes. Um ensinamento realizado de forma errada pode acarretar máquinas preconceituosas e influenciar outros sistemas que estejam interligados a ela.


Assim, ao mesmo tempo em que a inteligência artificial se populariza no mundo, questões levantadas por especialistas sobre ética e moral na robótica se tornam impossíveis de ignorar. Desde quando a tecnologia era apenas uma ideia presente nas obras de ficção científica, muitos questionavam quais os limites da sua aplicação.


Nas obras, do famoso escritor Isaac Asimov, foram desenvolvidas as “três leis da robótica”, com o objetivo de tornar possível a coexistência de humanos e robôs inteligentes:


1ª Lei: um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.


2ª Lei: um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.


3ª Lei: um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis.


A partir dessas leis, podemos compreender que o tema não é uma novidade. Contudo, precisamos discutir e abordar tal tema mediante a presença massiva que essas máquinas estão tendo nas nossas vidas, especialmente no âmbito empresarial.


Ou seja, com relação às empresas, elas também precisam aplicar a “bússola da ética”. Aliada à conformidade, ela mostra os limites para o que é certo ou errado e estabelece regras com relação a isso. E isso é extremamente importante e necessário, ainda mais atualmente em que tal tecnologia tem feito parte, cada vez mais, das nossas vidas.


Por isso, é fundamental que se tenha uma conscientização sobre o modo como nós, humanos, estamos ensinando essas máquinas. Para que ela não se torne um reflexo, um espelho dos nossos preconceitos e limitações, pois, com certeza, irá interferir diretamente na forma como essas máquinas inteligentes lidarão com outras pessoas. Aqui, a ética não é somente uma questão de buscar a igualdade, mas, sim, de propor e estabelecer os limites para uma melhor operacionalização da inteligência artificial.

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